passe a mão no meu cabelo. aliás, puxe-o. bem perto do pescoço. assim mesmo. as costas são importantes, também (e descer um pouco mais não faz mal a ninguém). não faça a barba. por favor, faça um bem à humanidade. eu gosto de machucar o rosto em você. nem penteie o cabelo, e corte-o pouco - bagunçar cabelos é um dos meus melhores dotes. se você fuma, use um perfume amadeirado. se você não fuma, também. ah! não use 212 (é o perfume do meu irmão). sorria! seja desastrado (mas não mais que eu, sou competitiva) e não tenha vergonha de me ver tomando sorvete (você pensará em ter, acredite). goste de boa música, goste de ler (goste de ler coisa boa), goste de filmes (goste de dramas), goste de séries, goste de falar sobre política, goste de ir ao parque, goste de discutir caetano, goste de planejar bobagens, goste de morrer de rir. GOSTE. com tudo o que você pode. intensidade é essencial.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sábado, 17 de setembro de 2011
meet me in mountak
leave just as you came (without a sound),
nothing to ruffle your ends.
nothing to ruffle your ends.
i've been wandering around,
making up movies in my head
so we say don't let it go,
let me try and pull out pride.
i already forgot how i used to feel about you
leave as fast you came, no invitation
nowhere to go from here.
i've been wandering around,
wondering how i got so, got so, so fucking boring
all the sudden, so fucking scared... i'm not scared.
you'd mean so much more to me if i remembered.
making up movies in my head
so we say don't let it go,
let me try and pull out pride.
i already forgot how i used to feel about you
leave as fast you came, no invitation
nowhere to go from here.
i've been wandering around,
wondering how i got so, got so, so fucking boring
all the sudden, so fucking scared... i'm not scared.
you'd mean so much more to me if i remembered.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
sapato novo
Daquelas que de tempos em tempos passa por aquele momento da vida em que tudo o que se pode precisar é de alguém... pra ver um drama and talk about it right after, ou mesmo pra comer um Cheddar de pijamas às 0h50h depois de correr pro Drive-Thru. Aquelas companhias pra conversar sobre nada pela manhã, naquela confusão de pés e coxas.
E você tinha isso. Quase tinha. Poderia ter tido. Teria tido se não tivesse sido covarde, se tivesse tido (consciência) coragem pra negar. Mas você sempre foi assim, não é? O sapato novo não ia mudar essa característica tão intrinsecamente estúpida. Essa mania de não perder oportunidades (elas já foram escassas) faz com que você perca oportunidades, e você não consegue aprender isso sem se machucar pelo menos um pouco. Aliás, você tem se machucado com frequência. Aquele self-harming que você fez rotina no último ano e manteve ativo pra não perder a prática..
É, prática filha de uma puta. Você sabe que trocaria ela pelo filme. Aparentemente, sem um Nolan ou Almodovar ela não significa absolutamente nada.
did I disappoint you? or leave a bad taste in your mouth?
sábado, 13 de dezembro de 2008
sehnsucht
Eu gosto de sentir saudades quando elas são recíprocas. Até faz bem ficar longe, esfriar a cabeça. Só não me pergunte sobre as horas que as mãos e os gestos e trejeitos me invadem os sentidos, porque aí eu já não tenho certeza de nada.
Sometimes I wonder if it's ever gonna be the same. Old experiences warn me not to expect much, and I'm trying to follow this little piece of conscience that's left. But anyway, waiting for the worse will make me happy if it turns out to be the same (or even better, who knows?).
Muitas saudades. M-u-i-t-a-s - s-a-u-d-a-d-e-s. Eu também.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
eu sei
Você sabe que ele não é exatamente tudo o que você quis para você e sabe que ele só não é totalmente porque você é perfeccionista demais para assumir que talvez ele seja perfeito, realmente.
Mas ele come unha, e os seus dedos são maiores que os dele (contudo, a palma da mão que entrelaça os seus dedos compridos é maior que a sua, e isso te agrada).
E ele não tem os ombros que você sempre almejou em alguém, porque você sempre foi doente por isso e você sabe, ah, sabe. Talvez quisesse algo que mais lembrasse um parede do que alguém pra te abraçar (mas o abraço dele é uma delícia e você nem pensa mais em qualquer outra vontade).
Você vê sorrisos e se lembra que o sorriso dele não é o mais bonito de todos. O antigo era mais bonito, e você sabe, embora doa lembrar do antigo. Mas, apesar de qualquer coisa, é aquele sorriso não-perfeito que mais te arranca sorrisos e risadas hoje em dia.
E essa certeza, ah, você sabe, ninguém te tira.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
sentir teu cheiro de roupa limpa
...pra esquecer dos meus anseios e dormir em paz.
Eu não minto quando digo que tenho um nariz otimizado. Eu consigo sentir o seu cheiro em qualquer lugar e a qualquer hora, e ele tem o costume de me fazer fechar os olhos e sorrir pateticamente. Eu capto a sua essência através dele, é ele com todo o resto que me dá todas as vontades que tenho. E, de certo modo, sou privilegiada. Porque só eu o associo a você. Você que fez tanto mudar... É, pensamentos mudam e tempos rearranjam as coisas.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
It's allright.
Over, finally. A part of me necrosed, yet useless and totally detachable. Another feeling free and couraged to start all over. Or not, but that's not something I want people to know. Bullshit, I will. I was trying, actually. I just didn't have what it took for me to really wanna start again. And I have it now. The feeling of umpossibility and still, hapiness. That's an oh-so-fucking confirmation, isn't it?
What's ahead, then? Life's predictable, but no one knows.
Over, finally. A part of me necrosed, yet useless and totally detachable. Another feeling free and couraged to start all over. Or not, but that's not something I want people to know. Bullshit, I will. I was trying, actually. I just didn't have what it took for me to really wanna start again. And I have it now. The feeling of umpossibility and still, hapiness. That's an oh-so-fucking confirmation, isn't it?
What's ahead, then? Life's predictable, but no one knows.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Medo, não sei do quê, o porquê. Idiotice minha, falta de vontade, conformismo, o que quer que seja. Deveria ser tão fácil!
Tanta gente, tanta coisa, e nada (ninguém). Não que faça tanta falta, porque a questão não é alguém, é quem. Ah, tanto faz.
Chove lá fora, e eu não tenho mais você
Quanta vontade de te ver
Saudade é a tempestade que fecha o verão
É o último suspiro da paixão
Marjorie Estiano
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
sobre eu e ele
Está difícil, tanto quanto nunca foi. Lidar com as coisas que eu não consigo fazer, dizer. Com o que eu sinto, penso, desejo (e eu desejo tantas coisas). Época estranha, cheia de reviravoltas e ligações (nem tão indesejadas assim) com o passado que me impedem de avançar, superar.
Às vezes é como se ele tivesse realmente se tornado uma cicatriz risonha e corrosiva (marcada a ferro e fogo em carne viva), que nunca se esquece de me lembrar que ela está ali quando parece que eu a esqueci. E não é só ela! Todos a minha volta me perguntam, me lembram, insinuam. Como se não doesse, como se eu e você tivéssemos realmente sido nós algum dia. Mas os outros são os outros e só o que importa é o que eu penso (dói mais ainda pensar que até hoje eu penso no nós que não fomos).
Há tantas (ou nenhuma) opções, vários caminhos. Se ao menos minha vontade de esquecer realmente fosse maior que a felicidade que me invade ao pensar no final feliz (porque eu nos vi lá, Chase e Cameron, pateticamente verdade)... Mas eu não disse, não é? Nunca disse.
Às vezes é como se ele tivesse realmente se tornado uma cicatriz risonha e corrosiva (marcada a ferro e fogo em carne viva), que nunca se esquece de me lembrar que ela está ali quando parece que eu a esqueci. E não é só ela! Todos a minha volta me perguntam, me lembram, insinuam. Como se não doesse, como se eu e você tivéssemos realmente sido nós algum dia. Mas os outros são os outros e só o que importa é o que eu penso (dói mais ainda pensar que até hoje eu penso no nós que não fomos).
Há tantas (ou nenhuma) opções, vários caminhos. Se ao menos minha vontade de esquecer realmente fosse maior que a felicidade que me invade ao pensar no final feliz (porque eu nos vi lá, Chase e Cameron, pateticamente verdade)... Mas eu não disse, não é? Nunca disse.
Mas quem eu quero está tão longe, longe de mim (ou não).
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Você se senta à mesa, ela já está a comer. Dali alguns segundos, ele chega. Em uma mão, a parede: escora-se nela porque suas pernas já não lhe respondem mais. Na outra, os pães e a mexirica. Apoia-se na mesa e a observa, com o olhar fatalmente deturpado, apaixonado. Coloca a mexirica sobre a mesa e diz-lhe que havia comprado para lhe oferecer. Ela, desgostosa com a situação, afirma que a comerá depois. Você escuta um murmúrio, e é dele. Diz que comprara a mexirica só para ela, porque lembrara que ela gosta muito daquela espécie. Pocã. Você ri, irônica, cheia de ódio. Ri porque a semi ebriedade dele é patética, insuportável, fruto do amor absurdo, ou talvez do desejo incessante pela carne que já há muito lhe é negada. E você enfia a faca na mesa, em uma tentativa fracassada de exprimir todo o ressentimento que lhe encarcera a alma. Ele não pensa mais. Não tem mais ética. Não enxerga mais o mundo com os olhos de outrora. Quando está semi sóbrio, tudo o que ele pensa é em como não recebe o que dá, em como tudo o que acontece a sua volta lhe desfavorece. Não pensa mais em você, ou no outro. Só nela. Aliás, nele mesmo, porque o que quer dela é única e exclusivamente aquilo que lhe matará a vontade, que lhe trará prazer. E isso te faz pensar no que disse o Brás Cubas, outrora... Ninguém suporta sua própria humanidade.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Tempo, tempo, tempo, mano velho.
Você quer. Ele ainda não sabe, mas quer também. É comum querer nesta idade. Você vai, instiga. Ele aceita seu desafio, e é aí que a sua perdição começa. Mas, apesar de tudo, você não deseja que ele não tivesse aceitado. Você se aproveita, utiliza-se do dom supremo da manipulação que, a este grau, é quase naturalmente feminino. E ele se afunda mais. De qualquer modo, não vai sozinho. Ele se afunda no vício, você, no sentimento. Você gosta. E isso a destrói gradativamente, pedacinhos da sua sanidade se vão diluídos na água fria da realidade: ele não a quer do mesmo modo. Mas, afinal, não foi você quem o ensinou a gostar do pecado? Vê-se enfim pega na própria cilada, querendo-o como mais que um objeto. Mas você ainda é um objeto para ele, e ele faz questão de te lembrar disso em cada palavra não dita e carinho não contribuído. É só o sexo, ou quase isso. Ele a usa. Usa e abusa, na dança angustiante do não ser e não poder. Você conhece todos os cheiros e todas as texturas, mas ele a priva dos sabores. Você finge não ligar, na verdade mente. E tropeça na própria estupidez quando percebe que, se houvesse os sabores, não seria a mesma coisa. Percebe que a angústia do não ser não é de todo ruim, porque se vocês fossem nada seria como é e tudo está perfeito como está. O não poder é relativo. Você pode tudo menos os sabores, porque ele não quer se prender a você. E neste ponto, é só isso que a incomoda. Enfim percebe também que gosta de ser usada porque, afinal, você também o usa, e a sensação é simplesmente deliciosa...
quarta-feira, 26 de março de 2008
Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar
Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar
A gente quase não se vê
Eu só queria me lembrar
Me dê noticia de você
Me deu vontade de voltar
Chico Buarque - Cadê Você? (Leila XIV)
É auto-explicativo. Vou mas volto.
segunda-feira, 24 de março de 2008
sobre rotina
Ultimamente uma sede por leituras me toma a mente, sempre que me pego distraída. Quero ler tudo, e todos. Ler cada momento, cada olhar, cada faceta dessa vidinha ora mágica, ora traiçoeira. Os livros, como os quero devorar sem medo, sem repreender-me. Mas a minha razão, triste razão, não permite que eu largue tudo o que me mantém ligada ao mundo ao qual me relaciono. As tarefas, malditas tarefas. Provas, provam o quê? Provam somente o quanto eu deixei de fazer o que quero para me dedicar a coisas que talvez eu nunca mais utilize. Oras, eu dizendo isso? Justo eu, quem tem estudado assiduamente? Pois é, José. Vou indo correndo buscar meu lugar no futuro (e você?). Mas isso são outros quinhentos.
Perdi-me em devaneios. Perder. Perder-se em cabelos, cheiros, curvas, pêlos, mãos, olhares, abraços. Intensidade, que falta ela me faz. Acordar, ir à aula, prestar atenção, conversar, voltar para casa. Nada de diferente. Nada de novo. Eu, sempre apaixonada pela rotina, me canso dela tempo em tempo. Não reclamo. Gosto de acordar, ir à aula, prestar atenção, conversar e voltar para casa. Mas falta algo. Alguém (ele). Não, não é ele quem me falta. É alguém que faça o que ele fazia, faça o que ele fazia maravilhosamente bem.
E não há nada mais verdadeiro que isto (embora eu o quisesse citar no post que eu prometi dedicar ao amor... Tanto faz.):
Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a idéia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma idéia nossa.
Fernando Pessoa
E aqui me despeço, cansada de muitas coisas. Acredito que o que me mantém respirando é essa raiva tamanha que me consome dia após dia. Como é bom... Depois volto.
segunda-feira, 17 de março de 2008
sobre a ausência
(...) Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade.
Vinicius de Moraes - Soneto de Contrição
Nunca descordei tanto do poetinha vagabundo como descordo agora (e que fique bem claro, até ontem eu ainda concordava). Pode-se dizer que se não há ausência não há presença, mas pombas, como a ausência dói. Fica aquele vazio que te consome e corrói, entra pela sua corrente sanguínea e dilui tudo o que te mantém respirando...
Só o que se sabe é da sede pelo cheiro, pelo toque, pelo hálito, pelo êxtase já antes sentido. Tudo conspira para que a ausência se faça presente, tudo colabora com a sua angústia, ainda mais quando não se tem ninguém. Acompanhada, pensa-se em qualquer outra coisa. Às vezes, se está muito ocupada até para pensar. Mas quando todos se vão, tudo aquilo volta. O quanto você está sozinha, o quanto aquilo tudo te faz falta, e o quanto você é indubitavelmente idiota por ainda pensar nele.
Estou tão cansada... Nunca estive mais sozinha, nunca. E ainda todas as coisas aqui em casa.
Será que volto? Uma ótima noite.
segunda-feira, 10 de março de 2008
sobre algo
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo;
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho...
Pablo Neruda - Soneto XVII
Disseram-me sobre ele... Alguém chuta quem foi?
Por hoje é só. AT amanhã. Santa Carol.
terça-feira, 4 de março de 2008
sobre o hoje
Caos. É assim que tudo se resume no momento. E, diga-se de passagem, nunca me senti mais sozinha do que me sinto hoje. Não me sinto, estou. Não exatamente, totalmente. Mas quase. E este quase é preocupante. Apesar disto, estou bem. É. Bem. Não maravilhosa e super feliz, mas vou levando. Vou levando bem.
Só o que sinto falta, na verdade, é de emoção. De adrenalina, de tudo que eu tinha (que, não sejamos hipócritas, eu aproveitei bastante e dei muito valor). E é estranho pensar que se eu tivesse trocado um simples artugo eu estaria me referindo a ele e tudo o que ele implica (ou implicava). Engraçada essa Gramática, né? Aliás, venho pensando um pouco demais em Gramática (não perguntem).
Mas, voltando à emoção, é difícil explicar. Na verdade nem há necessidade, certo? Este é um dos únicos momentos da minha vida ordinária em que eu não sei do que preciso. Eu poderia até dar o meu parecer sobre isso, mas soaria insano. E é esta insanidade que me intriga, me apetece. A imprecisão da nossa capacidade de descrever sentimentos é enorme, nossa.
Bem, se fosse para eu dizer, eu diria que preciso dos cheiros. E das vozes, dos cabelos mau-penteados e das manias. Todas. Das poesias e das análises, e dos abraços (que devem ser bons). Mas eu sei que eu não preciso disso. Não eu. Sei que o meu lado infantil psicologicamente grita por alguma coisa que satisfaça as minhas carências, ele é quem precisa. Quanto à mim, não sei. A mente humana é primordialmente uma obra de arte. Como me fez isso?
PS: E, só para ajudar um pouco, o chico passou a controlar minhas necessidades glicêmicas e o meu humor, que já não era dos melhores.
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva marcada a frio, e ferro e fogo em carne viva.
Chico Buarque - Tatuagem
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